07.04.2017

ANUÁRIO BRAZTOA 2017: faturamento das operadoras Braztoa atingiu R$11,3 bilhões, com 3% de crescimento

Turismo doméstico foi escolhido por mais de 80% dos brasileiros em 2016

Em sua sexta edição, o Anuário Braztoa 2017, que traz dados inéditos do segmento das operadoras turísticas brasileiras, mostra, em números, o impacto do contexto econômico nacional e internacional no segmento de viagens de lazer e no comportamento do turista.

R$ 11,3 bilhões foi o faturamento, em 2016, das empresas associadas à entidade – que representam estimados 90% dos pacotes turísticos de lazer comercializados no país. Esse indicador revela um crescimento de 3% com relação a 2015.

O número de embarques também contou com uma leve alta de 1%. Dos 5,12 milhões de passageiros embarcados, 4,1 milhões foram para destinos dentro do Brasil. Esses indicadores refletem o período de crise e a alteração do padrão de consumo, que é pontuado por substituição de destinos, de produtos e serviços, e na duração das viagens.

No turismo, isso se reflete no aumento das viagens domésticas, segmento escolhido por 81,4% das pessoas, contra 78,5% em 2015, representando um faturamento de R$ 7,04 Bilhões – número 10% maior que no período anterior. Enquanto isso, o emissivo internacional recebeu 18,6% da demanda, número menor que os 22,5% de 2015, mas que faturou R$ 3,96 bilhões em 2016 – baixa de 3,9%.

Outra mudança no comportamento do viajante está no tempo médio de duração dos pacotes de viagens, que também continua sofrendo redução: os mais curtos, entre 5 a 9 dias, ganharam adesão de mais da metade das escolhas dos consumidores (53%), enquanto os roteiros mais longos tiveram menor procura.

Em relação ao tipo de pacote vendido, os completos – aqueles que envolvem a parte terrestre e aérea – continuam na preferência das pessoas, com 60% das escolhas. Isso mostra que o consumidor, mais cauteloso, opta por agregar o máximo de itens ao seu roteiro logo no ato da compra, parcelando a viagem de forma a caber no bolso. Vale ressaltar que a utilização de aquisição a prazo, com pagamento parcelado em mais de cinco vezes, atendeu a maior parte dos clientes (60%).

O Anuário Braztoa 2017 também mediu o detalhamento das vendas por região. No Brasil, o Nordeste se destaca com mais de 67,4% do faturamento das viagens domésticas, seguida pelo Sudeste com 13,7%, Sul com 12,6% e Norte e Centro-Oeste que, juntas, representam 6,1% do faturamento do setor.

Quando falamos em turismo nacional, existe um dado muito importante que deve ser ressaltado: o impacto econômico dessas viagens para a economia interna. Os turistas embarcados dentro do Brasil consumiram produtos e serviços não inclusos nos pacotes, como alimentação, transporte, passeios extras, visitas a parques, bares, presentes e artesanato, dentre outros, ajudando na geração de trabalho e renda nos destinos. Pode-se estimar o impacto financeiro gerado pelas operadoras considerando o gasto médio diário do turista, multiplicando pelo número médio de dias em viagem, e pelos embarques domésticos realizados no ano.

Para 2016, chegou-se ao valor de R$ 3,6 bilhões para este indicador, representando alta de 6%. Ao somarmos o valor dos pacotes comercializados pelas operadoras, com o valor dos extras anteriormente citados, entendemos que os embarques domésticos da Braztoa geraram cerca de R$ 10,6 bilhões de reais para a economia nacional.

As operadoras Braztoa enviaram 954 mil passageiros para destinos internacionais, em 2016, com liderança da Europa e América do Sul, ambas com 25,4%, seguidas pela América do Norte (25,1%). Os mercados da América Central e Caribe, juntamente com o da Ásia, África e Oceania representaram 24,2% da demanda. Em termos de faturamento, a Europa e a América do Norte representaram 60,8% em 2016, concentrando ainda mais os gastos em comparação aos 59,6% do total em 2015.

Os valores médios dos pacotes praticados em 2016 para os mercados doméstico e emissivo internacional foram, respectivamente, R$ 1.689 (aumento do ticket médio de 3,7%) e R$ 4.158 (11,9% de aumento no ticket médio). Destaque para a América do Sul, que apresentou ticket médio de R$ 2.849, 15% a mais que em 2015.

“Nosso setor de distribuição de viagens de lazer, conseguiu se diferenciar da maior parte dos setores econômicos do país, registrando um pequeno aumento em faturamento num ano repleto de desafios. O que se espera é que a economia continue a crescer no segundo semestre de 2017 e, consequentemente, contabilizemos números mais expressivos, a exemplo do ocorrido entre 2011 e 2014”, disse Magda Nassar, Presidente da Braztoa.

A economia brasileira enfrentou uma das piores e mais prolongadas recessões de sua história. 2016 foi mais um ano de Produto Interno Bruto (PIB) negativo, é a primeira vez desde os anos trinta que se verificam dois anos consecutivos de declínio do PIB. Somados 2015 e 2016 a economia recuou 7,2%, maior recuo desde 1930. Para 2017, as expectativas são melhores e podem impactar positivamente o setor de turismo, por meio de uma renda maior das famílias e crescimento das principais economias do mundo.

Disponível no site da Braztoa (www.braztoa.com.br) e também em aplicativo para Apple Store e Android, a partir de 7 de abril, o Anuário traz outros dados do mercado, entre eles o impacto das operadoras nas diárias geradas em cruzeiros e hotéis, principais desafios e tendências do setor, artigos analisados e comentados pelo Sócio da GO Associados e Professor de Economia da FGV, Gesner Oliveira, e com texto de tendências assinado pela Organização Mundial do Turismo (OMT).

O Anuário Braztoa 2017 conta com patrocínio da Argentina e da revista Viaje Mais. “O Anuário da Braztoa é uma ferramenta importante que auxilia toda a cadeia do turismo com informações atuais e, principalmente, com credibilidade!”, disse Mauricio Dias, diretor de publicidade da Editora Europa.

Sobre a Braztoa
A Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) reúne operadoras de turismo, colaboradoras e empresas de representação de produtos e destinos, além de convidados, responsáveis por estimados 90% dos pacotes turísticos comercializados no Brasil.

Em 2016, as operadoras associadas à Braztoa faturaram R$ 11,3 bilhões e embarcaram mais de cinco milhões de passageiros durante todo o ano. Essas mesmas empresas geraram um impacto econômico de R$ 10,6 bilhões para a economia nacional, neste mesmo período (quantia que contempla a soma do valor dos pacotes comercializados para destinos nacionais, com o gasto médio diário com extras do turista nos destinos).

Entidade de vanguarda e sem fins lucrativos, a Braztoa promove ações e parcerias que valorizam as atividades empresariais dos associados, apoiando o desenvolvimento do mercado turístico de forma sustentável.

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